A
moça passou pela loja de antiguidades e
seus olhos foram atraídos pela caneta dourada exposta na
vitrine: bico de pena trabalhado e um relevo na borda superior com o símbolo do
infinito. O dono da loja, de lá de dentro, sorriu
sutilmente e acenou com a cabeça envolta em
um turbante. Talvez fosse hindu, árabe, ou egípcio.
Passados três dias, a moça entra em casa com a caneta. Tira os sapatos, acende a luminária da escrivaninha, pega um copo d’água, um frasco cheio de comprimidos e os ajeita no canto da mesa. Senta-se, molha a pena na tinta e numa folha em branco começa a escrever: “Não vejo mais sentido nesta vida...”
Passados três dias, a moça entra em casa com a caneta. Tira os sapatos, acende a luminária da escrivaninha, pega um copo d’água, um frasco cheio de comprimidos e os ajeita no canto da mesa. Senta-se, molha a pena na tinta e numa folha em branco começa a escrever: “Não vejo mais sentido nesta vida...”
