Quando o primeiro raio de sol invadiu a penumbra do quarto, Rafael
entregou os pontos.
Chega. Isso não pode continuar assim...
Passara mais uma noite em claro e continuava sem a menor ideia de como
iria resolver seus problemas. Decidido, revirou os papeis e trastes amontoados
na escrivaninha até encontrar o bloquinho onde anotara aquele número de
telefone.
Esperou o relógio badalar oito vezes e ligou. Seu horário foi marcado.
Às onze em ponto ele chegou naquele terreno da periferia. Uma casinha
no fundo mostrava uma placa de madeira envelhecida: Mãe Cidinha. Atende com
hora marcada.
