Ainda hoje, passados cinco anos, penso
em como tudo aconteceu.
Eu trabalhava o dia todo e
encerrava minhas pesquisas ao pôr-do-sol. Um dos hábitos que eu cultivava à
época era o jantar no Giácomo. Um verdadeiro ritual numa cantina típica do
Piemonte. Todo fim de tarde eu me sentava à mesma mesa na calçada e lia prazerosamente
as opções do cardápio. Aquela era a melhor comida da região. Pedia uns petiscos
de entrada, um prato principal acompanhado de uma taça de vinho e depois ficava
ali por um tempo assistindo à tradicional apresentação de violinos da casa.
Tudo era perfeito, a não ser pelo ‘enigma
da cliente anterior’, que me intrigava.
