SEXTA-FEIRA, 30 DE AGOSTO. PERIFERIA DA CAPITAL.
Prestando bem atenção era possível notar o
volume da arma por debaixo da jaqueta do segurança grandalhão. Ele pegou o
rádio e passou a minha placa:
– DKV 2012, copiô?
Ficou me olhando sisudo por trás do ray-ban
enquanto esperava a resposta.
– Tá limpo – gritou o rádio.
O sujeito liberou minha passagem.
Enquanto sigo a dez por hora pela rua de terra esburacada, vejo nos
telhados outros quatro homens armados.
